O consórcio português Mota-Engil Engenharia/Soares da Costa ganhou o contrato para a execução da vertente terrestre do projecto de requalificação da Baía de Luanda. Esta obra envolve 130 milhões de dólares, cerca de 96,18 milhões de euros e terá um prazo de conclusão de 24 meses.
O consórcio nacional ganhou a obra numa disputa com 13 outras empresas, tendo Jorge Coelho, o chief executive officer da Mota, citado pela Lusa, afirmado que "a Mota-Engil tem muito trabalho em Angola mas este projecto é uma marca muito importante porque houve grande luta (entre as empresas concorrentes) e vamos agora demonstrar, a quem nos concedeu esta responsabilidade, que estamos à altura do desafio".
A requalificação da Baía de Luanda foi decidida pelo executivo angolano em 2003, com as obras na vertente marítima a arrancarem em 2007. A vertente terrestre foi ganha pelo consórcio português com a estruturação financeira do projecto a cargo do Millenniumbcp e do Banco Privado Atlântico. Esta obra envolve o alargamento da Av. Marginal e do Largo 17 de Setembro, com a criação de seis faixas de rodagem e infra-estruturas de gestão e manutenção de rede rodoviária a implementar. Serão ainda criados 12 parques de estacionamento para 1.600 viaturas, para além de espaços públicos de lazer e alguns polivalentes, com áreas ajardinadas e arborizadas, num total de 127 mil m2 de zonas verdes. Na Av. Marginal será criada uma via destinada ao transporte público.
A Lusa avança que será construído um novo sistema de esgotos e instalada nova iluminação pública. Na vertente marítima, onde se registam problemas de financiamento, decorre a terceira fase da obra, que inclui a abertura de um canal e a dragagem de uma vasta extensão da baía, permitindo ganhar entre 50 a 150 metros do mar ao longo da marginal.
por Vítor Norinha (com lusa)
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